sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Praça Colorida

Lembras da noite que te ajudei a construí-la? Se não lembrares, nada importa. Crianças aos gritos nela brincam. Quem dali vai ser rei? Quem dali vai ser poeta? O destino vai cantar. Mas 'nada' não produzimos, ao tudo, sonhos existirão.

Bicicleta

Sophie pedala, amarra, atalha
Caminha, monta, segue
Colhe, planta, sofre
Dentes lindos, vindas, idas
Sophie sorri, morre, aplaude
Explode, acalma, vive
Estraga, afrouxa, conserta
Sophie filma, capta, passa
Volta, parte, some, aparece
Quem sabe, quem aposta
Sophie olha, castanho, azul
Corta, costura, pinta, continua
Quarta marcha, quinta, nenhuma
Pelada, Pelotas, Pedala, Pelotas
Pelada, Mundo, Pedala, Mundo
Sophie larga, puxa, abre
Corre mundo, corre Pelotas

Cade os acentos?

Me chama pra dançar
Te guio no salao
Arrumo o parquet pra ti pisar
Assopro teus pes a bailar
Meia-boca a cançao
Depende de nos a atraçao
Dessa gente descontente
Desse mar desencantado
Culpa da bela sereia, que pariu
Adeus, adios, ate
Boa noite para a lua, aqui do salao
O baile nao tem fim
A banda muda, a cançao melhora
E teus pes a assobiar em linha reta
Tao curva quando os bebados ao canto
Baila, baila, que e disso que vivemos
So quando a ultima dança rolar
Aperto tuas maos, suo frio e suas tanto
Quao um passaro voando ao norte
Mas os acentos se perdem no tablado
Fogem das palavras amenas
Segue o baile, muda a cançao
Vida foge, garro e te dou

sábado, 27 de junho de 2009

Sulfides, Os chiclés Sem Sal e o Olá

Tô ouvindo bastante uma banda instrumental. Viajo horrores. De fato. Vísceras! Corra! Que o rebanho tá aí. Um texto instrumental, só abrir e acender um incenso, as palavras tão no teto, as páginas no tapete perça, e a alma da coisa, tá cagando.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Descuidadoso e a Pétala

É de praxe que os seres de brilhosa magnitude precisam de mãos de anjo, pra acariciá-los. Minhas mãos, são mãos de tango.

Conflitos

As diferenças têm vida própria. Esperam o ápice das decisões pra cuspir a saga perpétua de contrapor ao cenário ideal. Perfeito, em parte e tons. "Catabum". E foi-se a experiência de volta para o apartamento dela. Liga-se a tv, dança-se com o licor de pêssego, à fumaça.. Àh! À fumaça..

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cachorro!

E todas as tardes o velhinho levava seu cachorro para a frente da faculdade e sentava no banquinho. O cachorro, inclusive. As universitárias ficaram apaixonadas pelo "auau". Uma tarde dessas uma garota resolveu conversar com o peludo: -"Oi, coisa linda. Tu morde?"- E uma voz soou sobre o animal, era o velho: -"Ele não morde, mas eu mordo."-